quinta-feira, 5 de março de 2009

Casos terríveis!

Infelizmente, nossos filhos não são ensinados hoje em dia, em como lidar com certas situações. Sei que é dificil de entender, mas devemos explicar-lhes o sofrimento do outro e ensina-los ter discrição. É uma nova violência que estão sofrendo! Dessa vez por parte de pessoas mais novas, jovens e até mesmo crianças que para eles já deveriam estar pensando que jamais farima isso. Outra decepção e mais sofrimento. Será que nossos jovens são tão frios e indiferentes ao sofrimento alheio que tanto faz o que estes inocentes passaram nas mãos de seus agressores? Já não basta o horror que passaram?!

Manifesto minha indignação devido a matéria que li na Folha de São Paulo. Segue abaixo:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u529752.shtml
05/03/2009 - 09h09
Vítimas de pedofilia sofrem "bullying" na escola de Catanduva (SP)
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ROBERTO MADUREIRA da Folha Ribeirão

Pelo menos 12 das 24 crianças que estão na lista de vítimas de uma suposta rede de pedofilia em Catanduva estão sofrendo discriminação dos colegas, o chamado "bullying", na escola municipal Nelson de Macedo Musa, no Jardim Alpino. Segundo os pais, eles choram e dizem não querer mais estudar.
A escola municipal foi apontada, no início das investigações, como local onde integrantes da rede, ainda não comprovada pela polícia, aliciavam novas vítimas.
O diretor da unidade, Edmilson Sidnei Marques, foi um dos primeiros a denunciar às autoridades relatos de pedofilia contados pelas crianças.
"Todos os dias meu filho chega da escola dizendo que não quer mais voltar, pois apontam ele como mulherzinha da turma", afirmou a diarista R., 30, mãe de três crianças, que na última segunda-feira discutiu com um estudante de 17 anos que insultou seu filho.
O menino, de 11 anos, diz ter sido abusado pelo borracheiro José Barra Nova de Melo, 46, preso desde 15 de janeiro sob acusação de ter abusado de ao menos 18 crianças desde 2008.
Para um pai, que também teve três filhos envolvidos no caso, só o tempo apagará a marca das vítimas. "Não pretendo trocar meus filhos de escola, mas, se isso continuar, posso mudar de ideia. Não temos como controlar a reação das crianças."
Segundo a secretária municipal da Educação, Tânia Aparecida Botós, todos os professores da rede municipal, em especial os da escola Nelson Musa, serão orientados a lidar com casos de discriminação.
"Entre as crianças, não podemos abordar o tema diretamente, mas sim em um conjunto de conteúdos", afirmou.
De acordo com Tânia, a pedofilia vai virar um dos temas de um trabalho interdisciplinar da rede municipal dentro de um projeto que vai difundir a cultura da paz.
"Os professores estão orientados a, em qualquer situação de dúvida, recorrer à secretaria municipal", afirmou.
Por determinação da juíza Sueli Juarez Alonso, da Vara da Infância e Juventude, todas as crianças passam por acompanhamento psicológico.
Os pais, que teriam sido ameaçados durante a investigação, também terão proteção. Segundo os promotores do caso, um novo inquérito só para apurar as ameaças já foi aberto. Nesta semana, as famílias criaram uma organização que deve fazer uma manifestação na próxima quarta-feira (11).
Os suspeitos de envolvimento na rede terão seus sigilos telefônicos quebrados, conforme acordo fechado nesta semana entre o senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia, e a juíza da Infância e da Juventude.

Quanto mais o tempo passa, mais fico indignada com os acontecimentos!

Todos os dias assistimos aos telejornais, ou abrimos a internet e está lá, ou estão lá, 2, 3 ou mais matérias sobre crianças que foram molestadas, que tiveram sua infância rasgada! Sim, porque mesmo que não sejam mortas pelos seus agressores, seu corpo e psicológico, foram rasgados! Esse inocentes terão que passar por muito terapia, analista, etc para poder voltar ter uma infancia "normal". Digo "normal" porque acho muito dificil alguém, mesmo que com acompanhamento de especialista, venha a ter uma vida normal, depois de alguém tê-la violado.

Vejamos abaixo o caso mais recente que chocou os brasileiros. Eu fiquei muito chocada, porque a gente vê isso todos os dias, mas cada caso nos arrepia, nos deixa indignados! QUE TIPO DE SERES HUMANOS ESTAMOS CRIANDO! SERÁ QUE SÃO SERES HUMANOS PARA TRATAR UMA CRIANÇA OU UM BEBÊ DESSA FORMA! NEM UM ADULTO NÃO DEVE SER TRATADO DESSA FORMA, QUANTO MAIS SERES TÃO INDEFESOS! Meu Deus! Até quando isso acontecerá? Deus tenha misericórdia de nossos filhos e os guarde em nome de Jesus! Vejam matéria da Folha de SP.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u529301.shtml
04/03/2009 - 14h37
Menina de 9 anos estuprada interrompe gravidez de gêmeos em Recife (PE)
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MATHEUS MAGENTAcolaboração para a Folha Online
A menina de nove anos de Alagoinha (a 230 km de Recife), que estava grávida de gêmeos, realizou o aborto na manhã desta quarta-feira. De acordo com o hospital que realizou o procedimento, o estado de saúde dela é bom. Há suspeita que o padrasto tenha engravidado a garota.
A gravidez foi interrompida por volta das 10h. De acordo com Fátima Maia, diretora do CISAM (Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros), ligado à Universidade de Pernambuco, a menina vai passar às 16h desta quarta por uma curetagem --procedimento cirúrgico para remover os restos fetais depois de um aborto provocado.
Para os casos previstos expressamente na legislação, como o estupro e o risco de morte para mãe --que se aplicam a esse caso, segundo Maia--, não é preciso autorização da Justiça nem boletim de ocorrência.
Por volta das 14h30, ela descansava na sala de recuperação pós-anestésica. O hospital não registrou nenhuma complicação durante o aborto. Ela estava internada desde a última quinta-feira no Imip (Instituto Materno Infantil de Pernambuco).
Estupro
O padrasto da garota, um rapaz de 23 anos, foi preso na última quinta, no município de Alagoinha, suspeito do estupro. O suspeito mantinha relações sexuais com a garota há cerca de três anos.
O rapaz confessou o crime e, em depoimento, admitiu também ter estuprado sua outra enteada, de 14 anos de idade, portadora de deficiências física e mental, afirma a polícia. A Polícia Civil não revelou o nome do suspeito para que a identidade da criança seja preservada.
Em depoimento, o padrasto confirmou que começou a assediar as duas meninas desde que passou a morar com a família, há três anos. Segundo ele, as enteadas o provocavam.
O crime veio à tona no último dia 25, após um exame médico a que a garota foi submetida no município de Pesqueira. Ela foi atendida após relatar queixas de tonturas e enjoos.
Durante o exame clínico foi constatado que ela estava grávida de gêmeos. A gravidez da garota já somava 16 semanas, segundo informações colhidas pelo Conselho Tutelar junto ao hospital onde a garota foi atendida. "A vítima disse que ele já vem mantendo relação com ela desde os seis anos", afirmou o conselheiro Cláudio Roberto, do Conselho Tutelar de Alagoinha.
"Barbárie"
O secretário estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Pernambuco, Roldão Joaquim, caracterizou o estupro e a gravidez da menina como uma "selvageria" que precisa ser punida.
Em entrevista à Folha Online, o secretário afirmou não ter conhecimento detalhado sobre o caso, já que seguia em direção a São Joaquim do Monte (PE) --município onde sem terras foram presos suspeitos de matar quatro seguranças de uma fazenda--, mas se disse perplexo com o caso.
"Eu não imaginava que alguém fosse possível de cometer algo como isso. Por isso, nós vamos redobrar os esforços para que o suspeito continue preso e pague pela selvageria", disse Joaquim.
Rodrigo Pellegrino, secretário-executivo de Justiça e Direitos Humanos da pasta, disse que o papel da secretaria é prestar segurança à família caso ela venha a sofrer algum tipo de ameaça.
"A pedofilia deve ser combatida de forma contundente e estruturalmente, mas nesse caso, especificamente, tem uma natureza mais cruel. Isso se trata de uma situação de barbárie, de bestialidade. O caso choca o povo de Pernambuco", disse Pellegrino.
Para a advogada Gabriela Amazonas, do Centro Dom Helder Camara, ONG que trabalha principalmente com o processo de responsabilização do agressor e acompanhamento da vítima, a possibilidade do aborto legal deve ser considerada pela família
"É um caso gravíssimo, mas não é a primeira vez. No centro temos um caso bastante parecido com uma criança de dez anos. Com ela não foi possível fazer o aborto, mas eu acredito que nesse caso os médicos que a atendem devem trabalhar com essa possibilidade", disse.
Segundo ela, o tipo de caso mais comum de abuso infantil em Pernambuco ocorre no âmbito familiar, geralmente com crianças pequenas.
"Quando ouvimos um adolescente relatando o abuso, descobrimos que isso ocorria desde que ele era pequeno", afirma Amazonas.
Para ela, é preciso que a polícia investigue também a conivência da família com o abuso, comum nesse tipo de caso.
Revolta
O caso provocou revolta e tensão nos cerca de 14 mil moradores do pequeno município encravado no agreste de Pernambuco. "Eu acho uma coisa absurda. A cidade está chocada. Isso é muito triste", disse a balconista de farmácia Terezinha Oliveira, 60.
"É o padrasto dela! Isso é um absurdo. O comentário das ruas só é esse. O povo tentou até pegar ele para linchá-lo mesmo, aí a polícia teve que tirar ele de perto do povo", disse a dona da casa Salete de Almeida, 44, que mora a poucos metros da casa onde a vítima mora.
O caso é investigado pela Polícia Civil do município, mas é possível que ele fique detido no município vizinho por questões de segurança.