sexta-feira, 14 de maio de 2010

Empresas aderem à licença de 180 dias


13/05/2010
Empresas aderem à licença de 180 dias
Da Redação
Marciel Peres

Em vigor desde 25 de janeiro deste ano, a lei amplia a licença em 60 dias se o empregador aderir, voluntariamente, ao programa federal Empresa Cidadã

As empresas Toledo, SMS e Rolls-Royce, de São Bernardo, Uniforja (cooperativa de trabalhadores) e Itaesbra, de Diadema, aderiram à licença maternidade de 180 dias. Em vigor desde 25 de janeiro deste ano, a lei amplia a licença em 60 dias se o empregador aderir, voluntariamente, ao programa federal Empresa Cidadã. Ele pode deduzir integralmente do Imposto de Renda o que pagou à trabalhadora pela prorrogação. Os outros 120 dias já são pagos pela Previdência Social.

"As empresas não podem achar que vão ter prejuízo. Elas têm de entender a importância da amamentação. Esse benefício é para todos: Para a empresa que terá a trabalhadora mais disposta, para a mãe que volta a trabalhar mais tranquila e, principalmente, para o bebê que será amamentado por seis meses. Isso significa mais imunidade e saúde para a criança no futuro. Com crianças mais saudáveis, a mãe não precisa faltar futuramente para levar ao médico", afirma a coordenadora do Coletivo de Mulheres do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Simone Viera.

Benefício
Giovanna é o nome do primeiro bebê do ABC a ser beneficiado pela licença maternidade de 180 dias. Para a mãe Fernanda Zanutto, analista de RH da Toledo, o sonho de uma amamentação longa virou realidade. "Sempre quis amamentar minha filha por seis meses. Agora com esses dois meses a mais, ela vai ficar mais adaptada e terei mais segurança em escolher a escola quando voltar a trabalhar", afirma.

O programa Empresa Cidadã foi sancionado pelo governo em 9 de setembro de 2008 (Lei 11.770) criando a possibilidade de extensão da licença maternidade para um período de até 180 dias. Somente no final de 2009, foi publicado decreto regulamentando a legislação. (Colaborou Heloísa Resende)